Como dizer de que forma a Campanha mexeu comigo? Primeiro, é bom dizer que um dos meus maiores receios sempre foi ser uma crente de tabela. Eu chamo isso o tipo de pessoa que vive um Cristianismo de fachada. Muita teoria e pouca prática.
Em um dos nossos últimos encontros, falamos como enfrentar tempestades e permanecer no foco. Achei mesmo que eu estava dominando o assunto. E então, surpresa. Meu carro mais uma vez foi roubado. E em questão de minutos eu “esqueci” tudo o que havia aprendido e “assimilado”. Comecei a perguntar o por quê? Para quê? Cheguei a me sentir a menos amada dos filhos de Deus e um lodo invadiu o meu pensamento. A pressão caiu, eu quis fugir, dormir e acordar de um pesadelo.
Mas o carro foi encontrado. Inteiro. Mas eu, estava em frangalhos. Até mesmo sem coragem de olhar para Deus, para os meus irmãos. Senti-me fraca. Afinal, todos agora já sabem que eu sou uma mulher que de nada tenho medo, com exceção honrosa para o que o meu pai pensa de mim, da minha conduta. Talvez ainda resquícios do tempo que eu sonhava em ser a filha perfeita para ele, já que não nasci menino. Uma espécie de compensação.
Depois, senti-me uma crente falsa e fracassada, afinal num momento de crise não me portei com o equilíbrio que se exige de uma mulher cristã. Senti-me pior quando ouvi o relato de uma amiga contando do momento em que viu a filha atropelada, desacordada no chão. Ela orou. Não se desesperou. E eu? Bem... vocês sabem...
Então, talvez a maior lição desta campanha de oração seja a busca do equilíbrio, da sensibilidade à voz de Deus e, também, de não esquecer jamais que Ele está no controle. Ainda hoje me pego pensando, “Deus porque o Senhor me fez assim? Eu não poderia ser mais comedida?” É, só pela misericórdia de Deus.... Será que algum dia vou parar de ser uma minhoquinha arrogante questionadora?

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