A campanha proposta pela igreja para este ano tem o título “Um Mês para Viver”, em princípio não me animei muito com o tema, imaginando se tratar de algo do tipo “Carpe Diem”, mesmo assim, me propus a participar buscando descobrir o que Deus havia reservado para mim. No início, devo admitir, não foi algo muito prazeroso, até mesmo por trabalhar temas muito íntimos quanto ao nosso relacionamento com Deus e com as pessoas.
Justamente da maneira que eu menos esperava, quando tinha passado por uma situação com uma pessoa, que havia me dito palavra que me entristeceram de maneira profunda, a campanha abordou – entre outros assuntos – o capítulo “Oceano – Explorando as Profundezas do Perdão”, que trabalha a questão de como dar e pedir perdão, algo não mecânico, mas que deve brotar de dentro da própria pessoa, pela transformação do Espírito Santo em seu coração.
De fato, não foi uma coisa fácil – não imaginava que quão profundo era o constrangimento de liberar perdão – admitir que suas palavras haviam me ferido e que estava magoado com ela. Pelo que me lembro foi a primeira vez na vida que passei por essa situação, pois costumava levar o convívio, mesmo conturbado, de forma a tentar fazer com que ele voltasse a ser como era antes. Porém aprendi que desta forma não consigo restaurar tais amizades por completo, pois é necessário neste caso o confronto, sincero e justo (como cita o livro), para que o relacionamento seja quebrantado e amassado, naquele instante, e ressurja novo e sem as cicatrizes causadas pelo ato passado.
No início da campanha, não imaginava que passaria por uma experiência como essa, porém devo admitir que foi uma lição que levarei para o resto da minha vida, e que a partir de então busco resolver os conflitos, buscando auxílio do Senhor – pois sozinhos não conseguimos realizar esta ação - aos invés de deixá-los guardados em gavetas.
Horácio Aaron C.G. Pedroso

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